Ajuste o cenho e verás:
Em tudo há poesia...
Nas águas que correm,
Em busca do alto-mar.
Nos tristes caburés
De meu Goiás.
Apenas um gesto de desejo,
Esforço recompensado.
Das grandes cidades,
A gente maciça,
Fornecedores de novas vidas.
Das pequenas vilas,
O silêncio macio,
De um preguiçoso domingo.
E na agonia do último divã,
Que não te perturbe,
A conclusão...
Que talvez descubras.
Nunca foi o mundo que mudou,
apenas o teu olhar.