Ninrode não alcançou o céu.
Entre Sinear e a estrela,
um tijolo conserva a impressão de um polegar...
Ciro dorme sob a pedra que recusou a púrpura.
Pasárgada, aberta aos quatro ventos,
não sabe a quem pertenceu o mundo.
Dos cedros de Salomão nem o perfume obedece.
Ofir fechou suas veias de ouro,
e o Mar de Bronze, tão vasto,
cabe agora numa palavra...
Trajano grafou sobre o Danúbio
uma ponte para a eternidade.
Ó rude rio iletrado!
Sob os jazigos,
a argila recebe o maxilar do rei
e a moeda do mendigo.
Quantos olhos cobiçaram
o que lhes pesava sobre os ombros.
Hoje passamos
diante da pouca terra
que lhes aflige o peito
sem o sabor do veneno ftoniano...