Interpele outro servo que não eu!
Pode a humana gente,
Impelida ao belo Verbo
E ao ajuntamento eterno
Com seu Pai,
Reduzir suas forças,
Ao vil contentamento térreo?
É esse terra-a-terra que me aflige!
Pungente necessidade dada a Adão,
De ganhar o pão com o suar
Do próprio rosto.
Não!
Perdido numa árida prosa,
Verborrágica,
Jurídica...
Enterro minh’alma em fantasias
Não literárias.
Não sou reduzido a isso.
Quero a arte, a poesia,
A Verdade...
O embriagamento físico e moral,
Perpassando por todas as questões humanas
Em sua superficialidade
Sem resolvê-las.
Mas... sigamos!
Cumpramos nosso quinhão,
Sentença no éden lavrada,
Contentando-nos com os curtos momentos,
De verdadeira
Vida...