A mão rupestre grava a pedra escura;
Na Grécia, a forma dá justa medida;
Roma em pedra consagra a própria vida;
No Gótico, o mortal busca a altura.
Renascença dá luz à criatura;
Barroco faz da luz sombra ferida;
Romantismo proclama a dor vivida;
Realismo desnuda a desventura.
Modernas vozes quebram o presente;
Dispersas, sem compasso, em vão conflito,
Tal qual o homem, diviso e descontente.
Cada fragmento inventa novo mito;
E o ser, quanto mais luz, menos se sente:
É pó mortal, sonhando o infinito.