Sobre os campos, a treva se adensa,
E o vento encurva os olivais;
Dormem os mármores de outrora,
Entre as heras dos umbrais.
Já não murmura a água nas fontes,
Nem fulge o lume nos solares;
Um fio de luar se demora
Nas pedras gastas dos altares.
Na praça, os pórticos se calam,
O vento revolve os loureiros;
Nos degraus dos juramentos
Passam vultos sem ruído.
Ao longe, uma luz vacila
Na casa onde um eremita não dorme.
Sob a terra, a raiz persiste,
E aguarda, em silêncio, a madrugada
Com seu forte cheiro de café.