Jair Henrique Lemes
Apenas alguns fragmentos impertinentes...
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Textos

Discorrer sobre a influência dostoievskiana no filme Taxi Driver é um topoi. Creio que diversas linhas já o fizeram, e de maneira mais eficaz. Mas ao rever esse filme ontem, não pude deixar essa forte impressão de lado. 

 

O que dizer da formação do personagem Travis e de sua quebra interior? De sua vontade de participar da sociedade odiando as pessoas? De sua super moralidade e vontade de "limpar" Nova York, enquanto pratica atos imorais e, por fim, de extrema violência? E de sua conversa com a jovem prostituta? Aqui nosso homem do subsolo, ou o próprio Raskolnikov, ganham vida. 

 

É essa profundeza psicológica, essa capacidade de apresentar as contradições que atordoam toda alma, como a nossa, que é a marca característica da pena de nosso amigo russo, e que é apresentada neste filme. 

 

Não só a demonstração dessa complexidade que em toda gente há, mas essa manifestação nesse tipo quebrado por dentro, desorientado, muito corrente em nossos dias de poucas certezas. 

 

São as últimas consequências de alguns germes filosóficos recém implantados em nosso Grande Diálogo. 

 

Nada mais sobre o que escrever sobre o tema, ao menos não tenho competência para tanto. Mas a impressão da conexão de tão forte foi que saltou do âmago deste subscritor e desceu a estas tortas linhas.  

Jair Henrique Lemes
Enviado por Jair Henrique Lemes em 01/11/2026
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