Em alguma gaveta da alma,
Trancafiada nos poros
De uma sala.
Um guarda joga garrafas
Nos transeuntes
Atarefados
Com seus afazeres.
Talvez um vaqueiro;
precisa apenas
De um par de esporas,
De um embornal,
Para a tralha.
Um tropeiro;
De uma tropa
E o alambique,
Para o pouso.
Um açougueiro;
Apenas os ganchos,
Uma chaira,
Uma faca...
A voz da sociedade;
Defensor da vida,
Pai do órfão
E marido da viúva,
Um exame,
E um pouco de solenidade
Sem risos.
Um poeta,
Um lápis,
Uma vida,
Verdadeira
Vida...